09 Novembro 2009

Um giro pelo nordeste brasileiro – Parte 04

A partir de Juazeiro do norte, atravessamos o tórrido interior do Ceará até a divisa com o Piauí. No ponto onde cruzaríamos a fronteira, nosso mapa indicava uma faixa de 40 km entre estes dois Estados onde a linha de divisa não estava definida, ou seja, estávamos diante de uma área de litígio. Diante deste fato, fiquei só imaginando como não deveria estar o caminho de ligação entre fronteiras: em terra de ninguém, quem tem estrada boa é rei! Abandonada à própria sorte, a via de terra, areia, pedras e buracos que atravessa este trecho, revelou-se um prato cheio para quem gosta de fortes emoções ao volante. Por conta disto, foi inevitável a sensação de alívio ao encontrarmos o asfalto que iniciava junto à placa de boas vindas ao Piauí.

Foto 78 – Neste ponto, a fronteira Ceará-Piauí não é das mais movimentadas.

Foto 79 - Bem vindos, portanto, ao longínquo Piauí, lar de diversos sítios arqueológicos e alguns notáveis parques nacionais.


Foto 80 – Como por exemplo, o Parque Nacional das Sete Cidades, que abriga formações rochosas de cerca de 190 milhões de anos.


Foto 81 - As “cidades” do parque, no caso, são sete agrupamentos de rochas que se espalham pela área do lugar.


Foto 82 - Na primeira “cidade” que visitamos, demos logo de cara com uma tal “pedra da tartaruga”.


Foto 83 - Enquanto me aproximava, cheguei mesmo a pensar que essas formas hexagonais na superfície tinham sido fabricadas por alguém.


Foto 84 - Ao longo dos anos, os formatos das pedras foram despertando o imaginário popular, passando a receber nomes de acordo com as figuras que faziam lembrar. Esta, por exemplo, é a pedra do elefante. Compreensível.


Foto 85 - Nesta, vemos três macacos, um por cima do outro.


Foto 86 - Uma serpente


Foto 87 - Abaixo da cabeça da serpente, à esquerda, Alexia e a nossa guia me aguardavam à sombra.


Foto 88 - Mas nem só de pedra são feitos os representantes da fauna local.


Foto 89 - Um calango do nordeste compondo muito bem com o cenário.


Foto 90 - Para a posteridade, o registro da presença do bicho-homem, curiosamente com uma mão de seis dedos. Seriam ET´s os nossos ancestrais?


Foto 91 - As pinturas rupestres do parque, com cerca de 6.000 anos de idade, são internacionalmente conhecidas. Só não sei dizer por quantas pessoas, até porque, para fazer valer o título, basta que um gringo as conheça.


Foto 92 - Vejamos... Ah sim! Os três reis magos. Essa foi fácil.


Foto 93 - O dedo (calejado) de Deus.


Foto 94 - Arco do Triunfo Piauiense.


Foto 95 - Por baixo dele não passa nenhuma Champs Elysées, mas sim uma estradinha de terra cujo acesso de veículos foi proibido para que a vibração não danifique a rocha.


Foto 96 - As formações estão sempre recebendo nomes adicionais, à medida que a imaginação dos visitantes vai tomando forma.


Foto 97 – Talvez seja o sol implacável sobre a cabeça dos visitantes um dos responsáveis pela quantidade de visões de objetos e criaturas que as pessoas têm ao contemplarem as pedras do parque.


Foto 98 – Não devo ter tomado sol suficiente na cabeça, pois não consegui pensar em nenhum nome para este.

Foto 99 - Em cada grupo de rochas, a erosão parece ter agido de uma forma diferente.

Foto 100 - As rochas são de um tipo poroso, o que favoreceu a preservação das inscrições rupestres.

Foto 101 - Um filhote de cacto, bastante comum nesta zona de transição entre cerrado e caatinga.

Foto 102 – Quando entramos no Piauí, onde o calor parece brotar de todos os lados, não esperávamos encontrar nenhuma Meca do turismo nacional. No entanto, mesmo sem ser o the must dos guias de viagem, esse pedaço do Brasil estava mostrando um grande potencial para produzir belas imagens.


Na parte seguinte, mais imagens do Parque Nacional das Sete Cidades…

3 COMENTÁRIO(S). DEIXE O SEU:

lequita disse...

é, uma zona muito interessante esta do Piauí. valeu o esforço para chegar até lá!

Nilson Soares disse...

No Piauí há uma frutinha cujo doce que é feito por lá é delicioso, chama-se buriti. Gostei da foto 94, abs, NIlson

Anônimo disse...

Na foto 87 dá até para ver o olho da serpente. O artista da foto 90 provavelmente era portador de polidactilia.
Um abração,
Rosa

Atualização: aos finais de semana
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