15 Outubro 2009

Um giro pelo nordeste brasileiro - parte 01

Foto 001 – A primeira parada foi na cidade de Caruaru, já no agreste pernambucano, conhecida como “capital do forró” e palco da maior festa de São João do país.

Foto 002 – Esta é a entrada da feira de Caruaru, onde dizem ter de tudo. E tem mesmo, tem até música. O baião “feira de Caruaru”, cantado por Luiz Gonzaga, foi composto por Onildo Almeida, aquele cidadão ali, representado pela estátua.


Foto 003 – Final de tarde na pracinha central, uma espécie de complexo folclórico. Culturalmente rica, a cidade foi berço de muitos artistas que acabaram mais tarde se projetando no Brasil e no exterior.


Foto 004 – À medida que nos embrenhamos pelo interior, o sertão vai aos poucos mostrando sua cara.



Foto 005 – Entramos na Paraíba via estrada de chão. O trecho incluiu pedras, buracos, travessia de córregos, porteiras, etc. Quanto às placas indicativas do caminho nas encruzilhadas... Bom, não se pode incluir tudo, não é mesmo?


Foto 006 – Depois de brincar um pouco de cara ou coroa, desembocamos na pacata e simpática cidade de Cabaceiras.


Foto 007 – Neste cantinho do nordeste foi filmado “O Auto da Compadecida”, além de diversos outros filmes.


Foto 008 - Por conta disso, em 2007, a pequena cidade passou a ser conhecida como a “Roliúde Nordestina”, ostentando o título de uma forma pra lá de convincente.


Foto 009 – Habitante com ar esnobe, provavelmente contaminado pelo glamour trazido à cidade pela sétima arte.


Foto 010 – Cada filme financia uma demão de tinta nas casas. O set precisa estar “arretado”.


Foto 011 – Os fundos da igreja do filme “O Auto da Compadecida”. Naquela parede foi gravada a cena em que um cangaceiro executa o padre, o bispo, o padeiro e sua esposa.


Foto 012 – A parte frontal da mesma igreja, representada em um mosaico na praça da cidade.

Foto 013 – Por sinal, uma bela praça.


Foto 014 – Em Cabaceiras, o bode figura como legítimo produto da terra, com direito a uma estátua bem no centro da cidade.


Foto 015 – Nos caminhos do interior, a estrada atravessa diversas outras cidadezinhas onde o tempo parece andar mais devagar.


Foto 016 – Quase um convite a uma parada. O ar de tranqüilidade é contagiante.


Foto 017 – Percebemos que nos pequenos vilarejos, todas as casas são sempre muito parecidas entre si. Um morador projeta. Os vizinhos, por sua vez, acham lindo e copiam.


Foto 018 - Na beira da estrada, muitas casas de pau-a-pique. Passando por uma delas, resolvi encostar o carro para olhar mais de perto.


Foto 019 – Acabamos conhecendo o Josué, o morador solitário. Quando me viu com a câmera ficou muito desconfiado, achando se tratar de um dos seus desafetos, querendo tomar a casa.


Foto 020 – Depois acabou se dando conta que não representávamos ameaça. Com muita simplicidade, contou um pouco de sua história e nos mostrou a propriedade.


Foto 021 – É por essas e outras que eu tinha tanta vontade de percorrer a região. Sabia que acabaria me deparando com exclusividades.


Foto 022 – Como por exemplo, a inovadora e revolucionária Belina double deck


Foto 023 – Concebida para atender as exigências de uma família de muitos herdeiros.


Foto 024 – E o que dizer do frentista “sempre alerta”?


Foto 025 – Gostei também destes mecanismos para bombeamento de petróleo, bastante comuns na “rodovia do óleo” no Rio Grande do Norte. Nada de sensacional, mas é uma imagem que sempre associei à região.

6 COMENTÁRIO(S). DEIXE O SEU:

lequita disse...

maravilha. tem repeteco?

Nilson Soares disse...

Gostei do galã da foto 9 e do comentário também. abs, NIlson

danielle disse...

a belina double deck é o máximo!!! já mostraram para o seu Luiz?

Robson Dombrosky disse...

O seu Luiz viu grande parte das fotos, mas não me lembro se viu esta, especificamente

Léo Fernandes disse...

No interior do nordeste, parece que o tempo parou. Nada acontece, ninguém tem pressa. Já ao descer no aeroporto, a gente nota isto.

Uma coisa desagradável, pelo menos nos buracos por onde andei, é a quantidade de moscas. É preciso disputar a comida com elas nos botequins de beira de estrada.

Quando o ônibus chega na rodoviária, sobem sempre famílias de mala e cuia (panelas de comida amarradas com barbante), além de cegos e aleijados pedindo dinheiro.

Robson Dombrosky disse...

A parte do ônibus eu não presenciei, já que viajamos de carro. Quanto às moscas, sei exatamente do que você está falando!

Atualização: aos finais de semana
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