09 Março 2009

De moto na Patagônia - parte 9

Na ocasião desta viagem memorável ao extremo sul da América do Sul, além de percorrer de moto os confins de Chile e Argentina, tive também a oportunidade de fazer duas belas caminhadas, dentro de regiões privilegiadas pela natureza. Nesta brincadeira, passei um total de seis dias andando de mochila e barraca nas costas, procurando chegar um pouco mais perto das notáveis montanhas da região. O gasta-sola durou dois dias em El Chaltén, na Argentina, e quatro dias no Parque Nacional Torres del Paine, no Chile. A moto teve um merecido descanso enquanto eu tratava de colocar as pernas para trabalhar.




Foto 153 - A primeira etapa da empreitada foi nesta cidadezinha, conhecida como a capital argentina do trekking. É o lar do famoso Cerro Fitz Roy, montanha admirada por escaladores do mundo todo.


Foto 154 - El Chaltén foi fundada apenas em 1985, em meio a conturbadas disputas territoriais, na região de divisa entre Chile e Argentina. Por enquanto não passa de um vilarejo que oferece razoável infra-estrutura aos trekkers e escaladores.


Foto 155 - Quando cheguei ao lugar, o tempo andava fechado e não se conseguia enxergar o cume do Fitz Roy. Só me restava sentar e esperar pelo dia seguinte, na esperança de melhores condições meteorológicas.


Foto 156 - Infelizmente não tive sorte. Para não comprometer o restante da viagem esperando até que o tempo se dispusesse a melhorar, coloquei o mochilão nas costas e parti em direção ao acampamento mais próximo à base da montanha debaixo de chuva mesmo.


Foto 157 - Mesmo sem poder ver o imponente Fitz Roy ao vivo, os dois dias de caminhada mostraram-se uma experiência bastante recompensadora.


Foto 158 - O outro lugar que conheci a pé foi o Parque Nacional Torres del Paine, no extremo sul do Chile, mundialmente conhecido pelos amantes da natureza.


Foto 159 - Neste lugar caminhei durante quatro dias, com a mochila recheada de agasalhos, comida e uma pequena barraca. Quanto à água, poderia ser consumida a partir de qualquer uma das muitas fontes encontradas pelo caminho, sempre pura e cristalina.


Foto 160 - O parque nacional Torres del Paine tem uma área bastante grande. O circuito completo de trilhas, que circunda uma boa parte dos seus limites, leva cerca de dez dias para ser percorrido.


Foto 161 - Um dos atrativos do lugar são estas formações rochosas peculiares, que convivem em perfeita harmonia com geleiras, florestas, lagos e cachoeiras.


Foto 162 - Estas são as “torres” que dão nome ao parque, avistadas logo no primeiro dia, após cerca de 6 horas caminhando em terreno de bastante aclive. Novamente, pouca sorte com a meteorologia.


Foto 163 - Fazia muito frio e já estava começando a escurecer. Fui obrigado a descer deste ponto até bem mais abaixo, onde já tinha deixado a barraca armada.


Foto 164 - No dia seguinte continuei trilhando os caminhos do parque. Ao longo do trajeto, muitas travessias precisam ser feitas, algumas sobre rios bem consideráveis, onde já existem pontes disponíveis.


Foto 165 – Ok, nem todos os rios são caudalosos e nem todas as pontes são grandes obras de engenharia.


Foto 166 - Em 2005 houve um grande incêndio no local. Um turista tcheco conseguiu a façanha de atear fogo no parque enquanto cozinhava um inofensivo miojo.


Foto 167 - O clima na região é extremamente instável, muda a toda hora e sem maiores avisos. A capa de chuva precisa estar sempre à mão.



Foto 168 - Só existe uma certeza dentro do Torres del Paine: vai chover! Existe também uma possibilidade: pode ser que chova o tempo todo. Foto 169 - O sol resolveu se fazer de difícil, e só deu as caras de verdade a partir do terceiro dia de jornada. Foto 170 - O vento forte também é marca registrada. Por vezes ele chega a desequilibrar a pessoa durante a caminhada. Obviamente, a mochila pesada também contribui. Foto 171 - Mas diante deste cenário, quem se importa com uma chuvinha, um ventinho, a mochila pesada, o cansaço, o desconforto e quatro dias sem banho? Foto 172 - Chega uma determinada hora que a gente começa a se sentir um pouco como bicho. A interação com a natureza parece crescer, os sentidos ficam mais apurados para os sons e os detalhes à nossa volta. O melhor é deixar-se contagiar. Continua...

6 COMENTÁRIO(S). DEIXE O SEU:

lequita disse...

lindo o arco-íris da foto 167!!! parabéns pelo post!

Anônimo disse...

Robson, esses parques as trilhas tu se orientou com o quê? Gps? abs,

NIlson

Robson Dombrosky disse...

Olá Nilson! Não há a menor necessidade de gps, pois as trilhas são bem demarcadas. Na entrada do parque você ainda consegue um bom mapinha

Ary Freitas disse...

Robson, estive neste Parque quando fui ao Ushuaia, porém não fiz as caminhadas pois estava descansando. Como é lindo e convidativo para eu voltar.
Parabéns mais uma vez pelas postagens.

Mariana (prima) disse...

Cada foto maravilhosa!!! Cenários maravilhosos!!! Fica até difícil de escolher o mais bonito!!!

Roberto Lacaze disse...

Patagonia, patagonia... É um lugar mágico!
Estou com um segundo blog:
http://gentedomundo.blogspot.com
Se puder deixar o link na sua página, agradecemos! hehehe
Este é meu e da Deise, e tem um foco um pouco diferente do Andarilho (que continuo mantendo também!).
Valeu,
Grande abraço!

Atualização: aos finais de semana
powered by eu mesmo ®